TopGear.com: Subaru BRZ na estrada

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Você deve pensar que sabe tudo sobre o BRZ. Tem havido uma avalanche de detalhes fornecidos pela Subaru e Toyota, além de carros-conceito, prévias de protótipos e testes em pista para fazer sua conexão de internet pedir água.

Mas você não sabe tudo. Porque isto é um carro de rua, e aqui estamos pela primeira vez na rua (ou estrada) em si.

E ele faz jus à toda a espectativa? Claro que não. A não ser que ele tenha sido desenhado por da Vinci e projetado por Brunel – e com Newton mudando as leis da Física a seu favor, só para garantir – ele nunca seria tão bom quanto disseram que ele seria.

Mas ele chega bem perto.

Veja mais fotos do Subaru BRZ na estrada

Um breve resumo. É um cupê baixo, com balanços dianteiro e traseiros curtos, distância entre-eixos longa e com tração traseira. Mas o centro de gravidade é mais baixo que qualquer outro carro nessa configuração, pois ele tem um motor Boxer de quatro cilindros. E o Boxer é posicionado ainda mais baixo e mais recuado que os motores de outros Subaru, porque (como será vendido apenas com tração traseira) não há eixos-cardã ou diferenciais dianteiros atrapalhando. Ele tem um diferencial autoblocante. Ele usa pneus relativamente estreitos, então seus cerca de 200 cavalos são bons o bastante.

A coisa inteira é uma receita para agilidade, pouca rolagem, ótima dirigibilidade e muita excitação.

E acontece tudo isso mesmo. Os primeiros “grampos” ou trechos tortuosos e úmidos da estrada montanhosa comprovam que ele entra nas curvas como se fosse a coisa mais natural do mundo. As rodas dianteiras estão sempre felizes em seguir pelo exato traçado que você quer. Então você pode “soltar” a traseira um pouco e sentir-se como um exímio piloto. E diferente que alguns carros de tração traseira, o equilíbrio e progressão mágicos do BRZ permitem que você tenha sempre o controle. A pouca rolagem torna-o lindamente equilibrado por curvas em S.

Mas um carro de rua exige mais de sua suspensão do que os de um carro para as pistas. A direção precisa ser direta e progressiva, para que você possa jogar o carro numa curva irregular ou desconhecida. As molas precisam absorver solavancos e manter o peso igualmente distribuídos sobre todos os pneus para evitar que ele quique demais.

E o BRZ é brilhante nisso também. A direção só precisava ser mais sensível, para informar-lhe quanta aderência os pneus ainda têm. Mas neste carro, mais do que em outros, você não sente falta disso porque o resto das reações do carro são muito precisas e fiéis. Você recebe a informação por outras fontes.

O 2.0 de 200 cavalos é motor o suficiente. Mas por pouco. Nesta chamada “era Turbo”, ele parece sentir falta de um pouco mais de torque entre as 3 mil e 4 mil RPM. Você precisará mudar seu estilo de direção. Reduza. Reduza de novo. Acelere fundo, tenha certeza que a “shift-light” esteja piscando até chegar nas 7.500 RPM. Assim, a felicidade é alcançada. Para um Boxer 4-cilindros, não soa tão “carismático” como deveria, mas ele sempre é suave o bastante para que você não sinta culpa em acelerar à rotações tão altas.

Tudo isso pode parecer meio extremo, mas este ainda é um carro de rua e você tem que poder conviver com ele. E apesar de firme, o conforto ao rodar é bom porque você senta-se tão baixo e tão distante das rodas que sente-se pouquíssima inclinação e sacolejos. Os bancos são brilhantes e a posição ao volante é perfeita. Ele fica bem silencioso em velocidades de cruzeiro. Tem boa visibilidade, e o porta-malas tem um tamanho decente. Se o passageiro deslizar seu banco para frente, tem até espaço para um adulto no banco de trás. Mas seria desumano deixar alguém no banco traseiro por mais de 10 minutos.

E ele é bonito. Bem bonito, na verdade – é maior, mais maduro e menos delicado do que aparenta nas fotos. É um carro e tanto.

E bem divertido.

Texto: Paul Horrell
Fonte:
TopGear.com
Tradução: John Flaherty

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Sobre johnflaherty

Meu nome é Sadao H. Konno, mas sou mais conhecido como "John Flaherty". Por quê? Porque sim, uai! Desde criança, eu gosto de carros, tanto que minha lembrança mais antiga dessa época é de uma capa da antiga Audi Magazine. Nunca fui muito de ler os grandes clássicos da literatura, mas o que me salvou foram as revistas especializadas em carros. Mais precisamente, a QUATRO RODAS, a MOTOR SHOW e, recentemente, a AUTO ESPORTE. Acho que foi em 2009 que descobri o Top Gear, e desde então, virei um grande fã da trupe formada pelo Jezza, Hamster, Capitão Lerdo e Stig. Em 2010, inspirado por uma amiga da faculdade, decidi começar a legendar vídeos do Top Gear e postá-los no YouTube. Infelizmente, minha conta foi bloqueada pela BBC, mas agora, ofereço suporte ao blog Top Gear BR.

Publicado em 28/03/12, em Matérias traduzidas, News e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 8 Comentários.

  1. Quando sai o proximo epi de qualquer temporada?

  2. “ele nunca chegou perto de ser tão bom quando disseram que seria.

    Mas ele chega bem perto. ”

    ãn?

  3. Poutz, o mais perto dessa configuração que eu vou chegar é o meu Chevette hehe… Belo carro!!

  4. este carro não é o 86 gt da toyota????

    • Sim, como a toyota fez uma parceria com a subaru para a produção do carro (a subaru fabrica eles), a subaru também tem sua parte no carro por isso a marca subaru. mas são poucos eu acho parece q de 10 fabricadeos, 9 são toyota e o outro subaru

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