Os Ícones do Hammond: Fiat 500

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Bem, o que posso dizer? Quero dizer, com certeza você está sentindo alguma emoção só de ver isto nesta foto. ADMITA! Você está sentindo… está, sim. Eu colocaria um destes entre eu e uma horda dos mais violentos guerreiros de Genghis Khan e ficaria esperando tranquilamente todos eles pararem, soltarem seus arcos e flechas e dizer, “Olha o carrinho. É liiiiiiindo”. E ele é.

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Ele pode ser pequeno – e Meu Deus, como é minúsculo – mas ele tinha uma grande tarefa a fazer quando foi lançado em 1957, numa Itália do pós-guerra cheia de gente desesperada para ter um carro. Obviamente, eles não eram muito exigentes. Ninguém ligava se ele era pequeno, contanto que não fosse mais uma maldita scooter. Não que o 500 fosse muito diferente de uma scooter. Ele tinha um teto, que já era um progresso, mas seu motor de 479 cm³ produzia apenas 13 cavalos. Bem modesto para um apontador de lápis. O tempo de 0 a 96 km/h não foi medido. Isso porque ele nunca chegou perto dos 96 km/h. Mas ele realizou a tarefa à qual foi projetado e é considerado o carro que mobilizou a Itália do pós-guerra.

Sim, é pequeno e pouco potente, mas possui alguma atração mágica ou gravidade extra que me fez correr em direção à ele feito um “streaker” correndo por uma quadra de tênis.

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As portas abrem para trás. Só isso fez-me sentir especial e emocionado. O interior é simples, vazio e muitíssimo lindo, como o chalé de um pescador ou uma cabana de pradaria. O pequeno motor traseiro de 2 cilindros treme e vibra como um cão alegre no porta-malas. Ele acelera com uma determinação surpreendente, talvez o layout do motor traseiro contribua para a sensação de que esta coisinha não seja tão delicada quanto aparenta ser.

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O painel é simples. Ele tem um velocímetro. E só. Mas precisa de mais? Ele possui apenas oito partes móveis, então nem ainda preocupar-se com isso. Ele tem alguma suspensão – o bastante para carregar seus 499kg e manter as irregularidades do asfalto longe. As marchas não são sincronizadas, então as trocas na caixa de 4 marchas precisam ser feitas com cuidado, pisar duas vezes na embreagem entre trocas de marchas e manter a velocidade e o giro do motor iguais, para evitar arranhadas no câmbio. E me apaixonei por ele. Simples assim. O som, sua funcionalidade descomplicada, os bancos simples, o metal exposto por toda a cabine. Basicamente, eu gosto de tudo nele. Não consigo imaginar o dono de um andando nele sem ter um baita sorriso no rosto.

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Quase 4 milhões foram feitos antes da produção finalmente acabar em 1975. E eles continuaram a produzí-lo mesmo quando seu sucessor, o 126, foi lançado. Havia uma versão Sport modificada pela Abarth, mas não pense que era um antepassado do Impreza. A potência subiu para poderosos 21 cavalos, graças em parte ao aumento da capacidade do motor em 20 cm³. Nesta versão, é possível sentir como esta coisa feita simplesmente pra realizar uma tarefa – mover-se por aí sem que você fique tão molhado quanto ficaria numa scooter. E essa falta de pretensão e pompa é o que o torna tão charmoso hoje.

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Ele custava £200 quando novo, mas você teria que pagar cerca de £5 mil (R$15.390) por um em boas condições hoje, o que é muita grana para pouco carro. E não é um carro clássico que você poderia usar no dia-a-dia. Com certeza, não gostaria de acidentar-me em um destes. Mas, naquelas poucas ocasiões quando o tempo e o destino formam uma combinação perfeita, é difícil imaginar como um passeio em um Fiat 500 não possa tornar sua vida uma experiência melhor, mais feliz e um pouco mais mágica.

Texto: Richard Hammond
Fotos: Justin Leighton
Fonte: TopGear.com
Tradução: John Flaherty

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Sobre johnflaherty

Meu nome é Sadao H. Konno, mas sou mais conhecido como "John Flaherty". Por quê? Porque sim, uai! Desde criança, eu gosto de carros, tanto que minha lembrança mais antiga dessa época é de uma capa da antiga Audi Magazine. Nunca fui muito de ler os grandes clássicos da literatura, mas o que me salvou foram as revistas especializadas em carros. Mais precisamente, a QUATRO RODAS, a MOTOR SHOW e, recentemente, a AUTO ESPORTE. Acho que foi em 2009 que descobri o Top Gear, e desde então, virei um grande fã da trupe formada pelo Jezza, Hamster, Capitão Lerdo e Stig. Em 2010, inspirado por uma amiga da faculdade, decidi começar a legendar vídeos do Top Gear e postá-los no YouTube. Infelizmente, minha conta foi bloqueada pela BBC, mas agora, ofereço suporte ao blog Top Gear BR.

Publicado em 29/04/12, em Hammond, Matérias traduzidas, News e marcado como , . Adicione o link aos favoritos. 7 Comentários.

  1. Já??? na versão portuguêsa só saiu ontem…

  2. Aaaaii como eu queria um fiat 500! é tão fofo fofo fofo foooooooooofo³! pena que no Brasil ele não é bem carinho :( 10 mil a mais que o meu celtinha pesam bastante!!

  3. Isso que eu acho irônico pela parte da FIAT tipo o 500 la fora e um pequeno carro,de médio luxo e barrado,aquele eles vende ele como se fosse uma camisa polo não o modelo mais a marca,ele ainda continua pequeno,tem um luxo meio mais custa mais caro do que muitos carros de grande luxo

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