Teste: VW Golf GTI Cabriolet

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Texto: Sam Philip

Este, de acordo com a História Oficial da Volkswagen Sobre a Volkswagen, é o primeiro Golf GTI Cabriolet da história. Esta notícia pode soar surpreendente para aqueles que já tiveram um Golf GTI conversível da 1º geração. Mas a VW não considera aquele carro – feito entre 1983 e 1993 – como um GTI “oficial”: oferecido apenas no Reino Unido, ele foi misteriosamente apagado dos arquivos de Wolfsburg. Será que a VW também não reconhece a existência de Birmingham?

Ofendidos por tamanho revisionismo nacionalista da história, o Top Gear sente-se obrigado a descer um cacete britânico neste GTI conversível que diz ser o primeiro. Mas não podemos, pois ele é muito bom.

Certo, isto já era previsível. O primeiro Golf GTI é excelente, e o Golf conversível normal é perfeito: juntar os dois resulta em muita velocidade à moda GTI e uma dirigibilidade precisa do Golf, saturado com uma admirável apreciação pelos esforços dos seus fazendeiros locais. O motor 2.0 turbo de 207 cavalos mantém-se suave e dócil – daria para sobreviver em Londres usando apenas a 2º e 6º marchas – e tem espaço para 4 pessoas adultas. É rápido. É preciso. Mas a VW insultou a Inglaterra. Devemos. Encontrar. Falhas.

Achamos uma! Pilotado no extremo, talvez a traseira do conversível seja um tantinho menos presa do que o hatch três-portas, um pouquinho menos animado. Mas você está comprando um conversível: você deve esperar que ele tenha “cedido” em algumas partes, e não há indicativos óbvios de que a traseira reforçada do conversível vá escapar. O Golf sem-teto tem um simples teto de lona, ao invés de um teto dobrável rígido, então ele pesa apenas 180 kg a mais que o GTI hatch de três-portas e o teto não rouba espaço do porta-malas. Estamos relutantemente impressionados.

Refinamento? É deprimentemente brilhante. Com o teto erguido, não importa a velocidade, muito pouco ruído atravessa as muitas camadas de tecido do teto. Andamos a 225 km/h na Autobahn com o teto abaixado – apenas um mero exercício científico – e a cabine permaneceu tranquila e isolada como, bem, o de um Golf hatch.

E esta, perversamente, é nossa única reclamação sobre o GTI conversível: talvez ele seja um tanto perfeito demais, muito “adulto”. A VW trabalhou tanto para remover qualquer imperfeição do GTI que, às vezes, apenas às vezes, você deseja um pouco mais de emoção. Não esperamos que um “hot-hatch” turbo com 4-cilindros uive como um V12 italiano, mas tirando um “boh!” sutil e grave vindo do escape quando se solta o acelerador, abaixar o teto do GTI não revela nenhum som interessante. Você não compra um “hot-hatch” conversível para expor seus tímpanos ao borbulhante e alegre som que vem do escapamento? Por outro lado, nós apenas dirigimos o modelo com câmbio manual: talvez o câmbio DSG opcional ofereça um pouco mais de “doce” aos ouvidos.

E isso é tudo que temos a dizer de ruim sobre este carro. Como um conversível rápido, amadurecido e completo, o GTI é quase completo. Verdade, ele é caro – preços partem de £29.310 (R$93.580), ou £4 mil (R$12.770) a mais que o GTI hatch de três-portas – mas, ei, são dois carros pelo preço de um: um conversível refinado e divertido, e um “hot-hatch” de verdade. Ótima idéia, e bem executada. Apenas lembre que nós a tivemos primeiro, Volkswagen.

OS NÚMEROS:
1.998 cm³
4 cilindros
Tração dianteira
207 cavalos
28,48 mkgf
13,17 km/L
177g/km de CO2
0 a 100 km/h: 7.3 segundos
236 km/h
1.533 kg

O VEREDITO:
Pode ter um teto “mole”, mas o Golf GTI Cabriolet é tão versátil e prático quanto o hatch. Mas um pouco mais de barulho seria bom… E um livro da história da VW mais preciso.

A NOTA:
08/10

Sobre johnflaherty

Meu nome é Sadao H. Konno, mas sou mais conhecido como "John Flaherty". Por quê? Porque sim, uai! Desde criança, eu gosto de carros, tanto que minha lembrança mais antiga dessa época é de uma capa da antiga Audi Magazine. Nunca fui muito de ler os grandes clássicos da literatura, mas o que me salvou foram as revistas especializadas em carros. Mais precisamente, a QUATRO RODAS, a MOTOR SHOW e, recentemente, a AUTO ESPORTE. Acho que foi em 2009 que descobri o Top Gear, e desde então, virei um grande fã da trupe formada pelo Jezza, Hamster, Capitão Lerdo e Stig. Em 2010, inspirado por uma amiga da faculdade, decidi começar a legendar vídeos do Top Gear e postá-los no YouTube. Infelizmente, minha conta foi bloqueada pela BBC, mas agora, ofereço suporte ao blog Top Gear BR.

Publicado em 28/07/12, em Matérias traduzidas, News, TopGear.com e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. joao alberto

    não curto carros da Volkswagen, nem o golf ainda mais carro conversível !!

  2. Obrigado por este blog existir!

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